De um lado estão aqueles que defendem a ideia de que tais fetos, não passam de vegetais, seres sem vida alguma, ou até mesmo parasitas, como li em algumas declarações internet afora... Algumas pessoas ainda tentam justificar o apoio à lei, levando em conta o fato de que as mães, além do sofrimento por gerar um bebê condenado a morte, o que pode causar danos emocionais crônicos, ainda correm o risco de também perderem suas vidas.
Por outro lado, muitas outras pessoas, em sua maioria religiosos, partem do pressuposto de que desde a fecundação, independente da doença ou tempo de vida que este novo ser terá, este já possui uma alma. Sendo assim, veio ao mundo já abençoado e com um propósito divino desconhecido por nós. Para estas pessoas, interromper uma gravidez, amparada ou não por lei, é o mesmo que cometer um assassinato.
Concordo plenamente com a complexidade da questão, ainda mais nesse país onde nem sempre os verdadeiros interesses são expostos. Onde a minoria consegue manipular a maioria e onde com lei ou sem lei, dá-se um 'jeitinho' em tudo. No entanto, penso que, mesmo com sua aprovação, o aborto nestes casos ainda é decisão única e exclusiva da família em questão. Cabe a cada um que passa por uma situação tão triste dessas, ter bom senso e decidir com base naquilo que realmente acredita. Confesso ter um pouco de medo que a aprovação desta lei abra caminho para a legalização total do aborto, algo que, segundo meus princípios, é inaceitável. Contudo, só o tempo nos revelará isso. O que nos resta é ter senso crítico suficiente para entender que o fato desta lei ter sido aprovada, não significa que uma decisão já tenha sido tomada. Afinal, como já foi mencionado, ainda prevalece o livre arbítrio... Ou seja, muitas mãos foram lavadas...
