Quem és tu???
À primeira vista, nada mais que inofensivas cédulas;
Coloridas, decoradas, frágeis, até diria maltratadas;
Porém, em nome de seu disfarçado poder,
Nações inteiras se acabam, homens de bem esquecem-se do "ser",
São capazes de perder a vida em busca apenas do "ter".
Quem criou a existência não foi o seu autor;
Diante de tanta beleza e perfeição jamais Ele pensaria
Que o poder do dinheiro pudesse superar o do Amor.
Tudo que é preciso para viver, tínhamos antes de sua chegada
Agora o necessário é insuficiente e o muito ainda é quase nada...
Que sociedade é essa?
Onde o que importa é só o que se tem?
Onde ser honesto é sinônimo de burrice, e só quem rouba consegue se dar bem?
Triste época, onde nossas crianças já crescem insatifeitas,
Não valorizam a criação, não percebem quão valioso é cada segundo...
A exemplo dos pais, vivem querendo tudo que o dinheiro pode comprar
E quando conseguem, o vazio de suas vidas só aumenta e fica mais profundo...
Quem és tu, dinheiro? Uma moeda de troca como o entitularam?
Ou simplismente o dono do mundo inteiro?
Se és culpado ou inocente, não cabe a mim julgar...
Apenas faço um alerta, para que todos pensem e reflitam
Antes de a ele se entregar...
Mesmo que estejamos para sempre condenados por necessitarmos de ti para viver,
Nos lembremos sempre que a nós foi dado o poder de escolher!
Dinheiro, você pode nos dar prazeres caros, aproximar pessoas importantes,
Comprar itens luxuosos, nos levar aos lugares mais distantes...
Contudo, não compras nossa felicidade, não trazes o abraço sincero, não curas nossas enfermidades, nem conquistas para nós as tão queridas verdadeiras amizades...
Isso tudo nos vem gratuitamente, quando somos sinceros, bondosos e ao invés de uma conta recheada de dinheiro, temos um coração cheio de amor.
Dinheiro, não sei vais conseguir vencer e dominar o mundo todo,
Só sei de uma coisa: mesmo precisando de ti, de mim não és o senhor!!!
Fernanda Ap. Polvani Festi


